Mapa da Mudança · comparação de versões

Três mapas, o mesmo dado

As três imagens abaixo mostram exatamente as mesmas respostas. Muda só a forma de as desenhar.

O que estava errado na primeira versão

Preservar, compreender e mudar viviam na ponta do traço: um ponto pequeno, um tracejado curto, uma seta. À escala real desaparecem, e ficam dez riscos iguais. Três dos quatro blocos da síntese não tinham representação legível.

Nas três versões abaixo, a intenção passa a estar no traço inteiro. Cheio para preservar, tracejado para compreender, cor de areia com seta para mudar.

Versão A

Traços

O desenho atual, com a intenção corrigida.

O que faz bem

Cada área é independente. Uma área parada parece parada, não parece pior. Nenhuma leitura de nota ou pontuação, que é o que o curso proíbe.

O que custa

Não há forma de conjunto. Ela vê dez traços, não vê uma silhueta que reconheça e queira guardar.

Versão B

Teia

Os traços, com um fio a unir as pontas. É a leitura de roda da vida que pediste.

O que faz bem

Aparece uma silhueta. Ela vê de relance de que lado a vida andou mais, e é uma imagem que fica na cabeça e que dá vontade de guardar.

O que custa

Numa roda da vida, traço curto lê como nota baixa. Aqui traço curto significa mudança recente ou área estável, e o módulo diz por escrito que estável não é pior. O fio arrisca introduzir um julgamento que o curso recusa.

Versão C

Faixas

Sem círculo. Barras horizontais agrupadas pela decisão dela.

O que faz bem

É a mais legível das três num telemóvel, sem comparação. Os nomes são horizontais e completos, e os quatro blocos da síntese já estão desenhados aqui, sem precisar de legenda.

O que custa

Perde a palavra mapa. É um painel, não é um território, e a Sónia pediu explicitamente um mapa pessoal.

O que recomendo

A versão B, a teia, mas com o fio desligado das áreas paradas. O fio liga apenas as áreas em transformação. Assim ela ganha a silhueta que pediste, e uma área estável deixa de puxar a teia para dentro como se fosse uma falha.

É o que está desenhado na versão B acima: repara que Corpo e Dinheiro, que estão estáveis, ficam de fora do fio, com a sua marca curta e firme.

E guardo a versão C para um sítio concreto: o PDF impresso. Em papel A4 as faixas leem-se melhor do que qualquer círculo, e é ali que ela vai voltar meses depois.

Se deixar de se parecer com um mapa

Como se passaria a chamar

A Sónia pediu um mapa pessoal, e a palavra só se sustenta enquanto houver território e distâncias. Nas versões A e B há: os traços saem de um centro e afastam-se. Na versão C não: faixas horizontais formam um painel, e um painel não tem território. Se a peça de ecrã passar a ser a C, a palavra deixa de descrever o que ela tem à frente, e é preciso outra.

Quatro hipóteses, por ordem do que me parece assentar melhor.

  1. Perfil. Faixas lado a lado mostram intensidade relativa entre áreas, que é o que a palavra descreve. Soa a devolutiva dela, “o meu perfil de mudança”, em vez de instrumento de medição.
  2. Panorama. Guarda a ideia de vista de conjunto que a teia dava, sem prometer posição no espaço.
  3. Quadro. Curto e neutro. Cabe em qualquer frase e não levanta expectativa nenhuma.
  4. Retrato. O mais afetivo dos quatro. Faz sentido se pensarmos a peça como coisa para guardar e reler daqui a meses.

Pus de parte Índice e Escala: sugerem um número único, e o Módulo 1 diz por escrito que não há pontuação. E se a versão de ecrã continuar a ser a teia, a palavra mapa fica como está, e esta pergunta desaparece sozinha.

A tua outra pergunta

Só há mesmo estável e em transformação?

Essas duas são minhas, não da Sónia nem do módulo. A Sónia propôs quatro estados e eu separei-os em dois eixos. A grelha do Playbook, essa, não tem coluna nenhuma de estado.

Mas há uma terceira distinção que existe mesmo no Módulo 1 e que eu deixei cair. O módulo classifica as mudanças pela origem:

E a segunda leitura do exercício pergunta-lhe exatamente isso: “Consegue distinguir mudanças que escolheu de mudanças que simplesmente aconteceram?”. Hoje a ferramenta faz a pergunta e não tem onde guardar a resposta.

Não a ponho como terceira variável no desenho, porque três variáveis no mesmo traço tornam o mapa ilegível no telemóvel. Ponho-a como uma escolha a mais no cartão da área, e ela aparece na síntese em texto: “Das quatro mudanças que assinalou, três aconteceram sem que as tivesse escolhido.” Isso é uma frase que muda a conversa que ela tem consigo própria, e sai inteira do módulo.

Responder

As respostas gravam-se na área de trabalho, e a Sónia vê-as nas Novidades.

A gravar como a carregar.

Qual dos desenhos fica

Ainda por escolher

Se ficar a C, como se chama

Ainda por escolher · só se aplica à versão C

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